05/10/2017

Nova entrevista do Bill para "Mannschaft Magazin"




Bill, no vídeo de "Boy don't cry", nós vemos você vestido de Drag queen. Como isso aconteceu?
Bill: Originalmente, um ator tinha que ter esse papel. Enquanto falava com o diretor nós concordamos na idéia de que seria mais maravilhoso se eu atuasse. O tópico da realização pessoal é muito querido pra mim. É sobre um homem que se salva de uma depressão emocional por se libertar de si mesmo dançando como uma mulher. Também é a mensagem central da música. Se salvar ou deixar alguém salvar você através da visão do mundo com olhos diferentes.


Como foi sua experiência como um drag?
Bill: Muito divertido, nós todos nos divertimos nos bastidores. Todos escolheram uma roupa para eles mesmos e experimentaram com perucas diferentes. Nesse ponto, eu tenho que dizer que eu tinha um estilo muito legal que estava bom com tudo. O set inteiro atualmente era uma festa e não era apenas ensaiado. Todos que fizeram parte do vídeo atualmente eram amigos de Berlin que apenas vieram para a gravação do vídeo.


Há apenas uma palavra alemã na música "All she wants to do is Tanzen". Você colocou sua "personalidade drag" que só quer dançar quando você diz "ela" ou é sobre alguém?
Bill: A idéia original para a música era sobre encontrar um extraterrestre. Uma aparência feminina que salva alguém. Por isso sair como drag queen se encaixou muito bem. A "coisa" salvadora pode ser alguém ou qualquer coisa, por exemplo uma voz interior que te pede pra dançar. 


Nenhuma outra celebridade alemã foi assediada e seguida tanto quanto você. você pode imaginar sair vestido de drag queen para não ser identificado?
Bill: (risos) Eu acho que eu certamente chamaria mais atenção então! Mas eu já me vesti para algumas ocasiões para ficar irreconhecível, por exemplo com óculos escuros, moletom e boné com um bigode falso. Eu andei por aí desse jeito nas compras de natal ano passado. Mas o lado ruim é quando as fãs te reconhecem de qualquer jeito e querem tirar uma foto com você. Então você fica ali com aquela roupa ridícula. Isso não soa legal, de jeito nenhum (risos)


Alegadamente tinham fãs que mexeram em seu lixo e pegaram seus cotonetes usados e almofadas de algodão e usaram. Seus fãs ainda são desse jeito ou eles amadureceram?
Bill: Essa fã com o cotonete foi insano! Ainda há fãs desse tipo mas hoje em dia você sabe como lidar com essas. Tinha uma época em que nós nos sentíamos tão restritos na nossa latitude, que o sucesso foi igual a prisão. E ainda é, até esse dia, eu presto atenção no quanto eu revelo da minha vida no meu Instagram Stories. Eu só posto uma foto de um quarto ou hotel quando eu já deixei o lugar. Algumas fãs são muito extremas. Eles analisam o sofá na foto ou do quarto e tentam saber onde você está no momento. Mas essas fãs são só uma exceção. A maioria das fãs são consideráveis. 



Seu promotor me disse que foi muito importante pra você em adicionar a comunidade LGBT no vídeo de Boy don't cry.  Por que?
Bill: Eu acredito que muitas pessoas que pertencem a essas comunidades podem se identificar com essa música. É sobre viver fora de si mesmo e de libertar eles de sua restrição para sair da depressão deles. A liberdade de amar a pessoa que eu quero e me vestir do jeito que eu quero, é muito necessário para mim como um artista. Mas você tem que ser muito confiante e corajoso. 


Você já teve essa liberdade quando você ficou famoso com o Tokio Hotel 10 anos atrás, com sua maquiagem e seu cabelo longo, você já quebrou papéis de gênero na nossa sociedade. As pessoas estão mais relaxadas com esses tipos de coisas hoje em dia?
Bill: Acho que sim, um pouco. Nós progredimos passo a passo. Eu acho que a minha idade faz o papel principal nessa parte. Eu tenho a sensação de que os outros me respeitam mais como um adulto quando o assunto é minha aparência. Como um adolescente isso foi meio diferente. Eu tive que sair do colégio porque as pessoas queriam me bater por causa dos meus looks. Mas eu sempre superei essas coisas. Quando alguém me falava para não fazer isso, eu sempre fazia exatamente isso de um jeito mais extremo. Eu provoquei minhas liberdades, para dizer a verdade. 


3 anos atrás, você escreveu que ainda acredita no "grande amor" e que o gênero não importa pra você. O mundo é obcecado com gêneros?
Bill: Absolutamente.  estereótipos são muito importantes para as pessoas. Tanto quanto a pergunta se eu volto pra casa com uma mulher ou homem. é a primeira coisa que as pessoas me perguntam depois de começarem a ficar bêbadas. As pessoas surtam quando elas não sabem. 


O meio de comunicação escreve de forma grosseira sobre você. a revista FHM listou você na lista das "100 mulheres menos atrativas" em um ranking junto com Beth Ditto. Você tem pouca paciência em relação a notícias como essa?
Bill: Isso realmente nunca me afetou, também por causa do apoio da minha família que eu sempre tive. Eu venho de uma família artística e eu sempre fui permitido a viver do jeito que eu quis em casa. Não tinha restrições ou hostilidades de acordo com minhas roupas e cabelo. Eu tive o meu primeiro piercing com 13 anos e minha primeira tatuagem com 15. Na escola, eu tinha a vantagem de que eu poderia sempre contar com o meu irmão gêmeo Tom. Nós éramos o nosso apoio, um do outro. mas devido ao nosso destaque, nós dois tivemos um tempo difícil. Na idade dos 15 anos, eu poderia estar no palco e isso se tornou mais fácil. Mesmo que eu tive que lidar com muito ódio, o sucesso proveu a segurança necessária.


Ano passado, você lançou um EP "i'm not ok". As músicas são muito melancólicas e você disse em uma entrevista que você teve que curar seu coração enquanto gravava. Como você está hoje?
Bill: Eu nunca tive muita sorte no amor, mesmo hoje, eu não posso dizer que eu estou em um ótimo relacionamento mas eu estou indo bem. Eu não quero fazer a minha sorte depender de ninguém. Meu EP é sobre o "grande amor" que não deu muito certo. Muitas pessoas tem esse tipo de pessoa que você realmente não pode superar. Mas eu ainda estou convencido de que eu vou encontrar uma nova pessoa. Mas eu ainda vou carregar essa história comigo. Não importa quantos anos passem, isso ainda vai doer um pouco, no entanto. 

























Tradução por Pensamentos TH

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